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Níveis hierárquicos, liderança e poder
Todo o grupo elege um líder. O líder é a representação de todo um sistema, seja ele familiar ou organizacional. Em empresas e instituições, a hierarquia se faz presente pelo tempo de pertinência e desempenho do indivíduo, ou seja, tem prioridade o fundador da mesma. A diretoria deverá ser respeitada e todas as ações dentro da empresa devem ser tomadas a partir deste estado de aceitação e consideração. Quando isso não acontece, o sistema entra em crise, pois a ordem do sistema foi desrespeitada. Concordância entre os níveis hierárquicos “abrem portas” e fazem fluir o sistema. Caso o chefe não assuma a sua devida posição ou delegue suas incumbências a outra pessoa, não honrando seu lugar no grupo, este não irá satisfazer o sistema que espera dele liderança e poder. Existe o poder usurpador e o poder benéfico. O primeiro, podemos trazer como exemplo o imperialismo e capitalismo pelo qual oprime e explora; o segundo serve ao outro para que ele possa fazer o que sabe fazer. Quando o líder faz mal uso de seu poder, todo o sistema adoece. Todo poder nasce de uma necessidade; por exemplo, a criança tem necessidade de ser cuidada, os pais têm o poder e este poder é benéfico. Agora, se pensarmos em uma organização, veremos que alguém a construiu, que a fez funcionar , assim como organizou uma estrutura que serve a todos com um propósito maior; esse é o chefe e o chefe têm poder. O poder benéfico em um grupo é sempre rotativo. Em um empresa cada um tem algo a oferecer e tem o poder que lhe cabe devido a sua experiência e saber. Quando alguém detém algum poder sem prestar serviço, torna-se autoritário e, as pessoas ao vivenciarem a experiência de algo ruim ou ameaçador, passam a se defender. Para alguns, ao contrário, falta-lhes autoridade e o grupo também reage a este fato. Resumidamente, contribuição é a palavra “chave” que gera um bom sistema, pois ninguém pode fazer mal uso de seu poder para bloquear os outros. Sim, o poder também segue a um propósito maior e ele perde sua força quando não serve a um resultado a que se propõem a empresa. Por exemplo, quando uma pessoa recém chega no grupo e é nomeada como chefe, ele chega por último no sistema, apesar de na função ser considerado como primeiro; se ele se isolar e quiser deter o poder para si, perde sua “força”, pois não se agrega aos outros que já introduziram algo antes dele. Mantendo sua posição hierárquica de chefia, mas recebendo a aprovação e ajuda dos outros, as pessoas sentem-se reconhecidas, as trocas ocorrem e tudo flui e caminha para o sucesso do grupo.
Lísia Brandão da Fontoura- Consultora em Psicologia

