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Dissolvendo Conflitos
DISSOLVENDO CONFLITOS
Conflitos de toda ordem podem acontecer, bastando para isso a existência do ser humano. Estando isolado ou em grupo, este encontra-se em conflito, salvo raros casos. Todo grupo, seja ele pequeno ou grande, revela nossa identidade e características de forma rápida e precisa. O grupo tem um efeito “catalizador” para nossas questões mais intrínsecas, posto que somos gerados por um pai e uma mãe, sendo esta a nossa primeira referência de grupo, a família. Talentos e dificuldades são “estampados” para os demais de forma surpreendente e, acabamos por nos enxergar com “lentes de aumento “diante do grupo e, este fato, pode ser ameaçador...Todos nós queremos ser aceitos e mostrar para o mundo nossas aptidões, mas o convívio diário revela as nossas inúmeras facetas. Nosso lado “sombra e luz” convivem lado a lado e, em momentos de conflito, eles se tornam mais evidenciados. Profissionais competentes e de cérebros criativos e pensantes podem se tornar infantilizados diante de circunstancias emocionais de conflito. A criança muitas vezes rebelde, ansiosa por atenção, não vista ou abandonada, pode se tornar um adulto compulsivo por trabalho ou obssessivo nos detalhes e em resultados imediatos, na busca incessante (mesmo que inconsciente) por aprovação, refletindo assim, ser de difícil convivência. Dá-se o conflito. Nem sempre o profissional que se destaca em suas atividades, possui uma competência emocional capaz de lidar com as mais diversas situações que a vida apresenta. Nestas circunstâncias, muitas coisas estão em jogo e, boa a relação com os demais, conta muito. Ás vezes, por exemplo, pessoas de um nível hierárquico mais baixo entram em conflito com uma pessoa de nível hierárquico mais alto ou quando dois membros de uma diretoria travam uma “batalha”, sendo que um deles faz coalizão com um chefe de departamento contra o outro diretor...exemplos não faltam...mas o que cabe mencionar é que via de regra, quando isso acontece e níveis hierárquicos são ultrapassados, sempre são um indício para uma interferência sistêmica. Busca-se então a solução através do esclarecimento das competências, cuja delimitação é aplicada para esclarecer por parte dos pais em sistemas familiares ou da diretoria, no ambiente empresarial, as competências em relação à criança ou ao subalterno. Resumidamente, isso acontece da seguinte forma: a) Resolver triangulações; ou seja, a criança ou empregado se inseriu em um conflito que não é seu e sim da competência dos pais ou chefe. b) Liberar a criança ou empregado de uma ou mais responsabilidades que não são suas. c) solucionar um comportamento presunçoso; pois quem assume um lugar que não lhe pertence no sistema, carrega algo que não é seu. Neste caso, o feedback é de grande valia, pois o responsável maior em uma família ou chefe de uma organização, esclarece aos seus colaboradores, as devidas competências, tornando claro no sistema a hierarquia, honrando o lugar de cada um no grupo e sua importância, bem como tornando claro o que cada um deve assumir como seu.
Lisia Brandão da Fontoura – Consultora em Psicologia

