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Insegurança Emocional

INSEGURANÇA EMOCIONAL – O MEDO OCULTO QUE BOICOTA NOSSAS REALIZAÇÕES

 

Percebe-se hoje de forma mais evidente, o impacto devastador da perturbação emocional sobre a clareza mental. Quantas vezes nos sentimos “seqüestrados” pelo medo incapazes de qualquer resolução. Todos nós sentimos medo; o que nos diferencia, são as dimensões que ele adquire. Muitas vezes o medo atinge proporções a ponto de nos paralisar, evidenciando o fato que a emoção exerce predomínio sobre a razão. O que mais atrapalha um profissional diante de qualquer atividade,  são seus contínuos pensamentos alicerçados no medo. No meio empresarial, a agressividade do mercado nos remete a um estado de medo constante, elevando nossas emoções ao mais alto grau. A emoção é nossa maior força, quando alcançamos o nível de torná-la nossa aliada. Um dos fatores desta insegurança emocional, está alicerçado em nosso inconsciente, cujos registros de memórias de um passado remoto, nos torna impotentes, minando silenciosamente nossa auto-estima e confiança. Cenas da infância ou das fases mais primárias do desenvolvimento, estão ocultadas em nosso cérebro, emitido seus “sinais” que chegam até nós muitas vezes na forma de medo e pânico. Tanto o alto executivo de uma empresa, quanto aquele que exerce funções mais simples, podem ser acometidos pelo mesmo estado de insegurança e medo. Na verdade, a manifestação mais evidente que estas emoções podem nos demonstrar de sua magnitude, é quando se manifestam na forma de pensamentos e sensações corporais que ultrapassam seus limites, sabotando continuamente as nossas tentativas de darmos atenção a tarefa a ser realizada. A “memória funcional” passa então a ser subtraída, ou seja, a capacidade que a mente possui de absorver toda a informação necessária para a execução de uma determinada tarefa. A capacidade cognitiva encontra-se prejudicada, impossibilitando a realização da excelência da vida mental, minando a proposta lógica do cérebro pensante. Quando o córtex pré-frontal recebe dos circuitos límbicos cargas  elevadas de angústia emocional, não pensamos direito e acabamos por boicotar nossas realizações. O medo passa a ser então o seu pior inimigo, muito maior que o competitivo mercado. Empresas de grande porte tanto no Brasil quanto no exterior, já estão investindo  no fator emocional  como forma de satisfação, produtividade e lucro. Esta é, na verdade, uma das grandes formas de investimento, posto que enfermidades emocionais custam caro. Somos seres humanos e não máquinas e, mesmo as máquinas,  necessitam de um equilíbrio emocional de quem as opere, para que a tecnologia assim como a emoção, se tornem aliados, garantindo a prosperidade em todos os sentidos.

 

Lísia Brandão da Fontoura – Consultora em Psicologia


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